O que é Rhamnus purshiana?
Rhamnus purshiana é uma denominação presente na Denominação Comum Brasileira (DCB). Além da identificação, o Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira possui uma monografia que descreve usos e cuidados para a planta medicinal nas formas previstas no documento.
O número CAS associado nas fontes consultadas é [Ref. 8]. Esse identificador ajuda a distinguir a substância de nomes semelhantes, mas não informa sozinho como ela deve ser utilizada.
Para que serve Rhamnus purshiana?
A monografia oficial do Memento Fitoterápico descreve informações para a planta e as formas previstas no documento. O escopo não deve ser generalizado para qualquer produto que contenha Rhamnus purshiana.
A monografia descreve: Indicado para tratamento de curto prazo da constipação intestinal ocasional.(5,6,7,8)
O que a monografia oficial informa sobre Rhamnus purshiana?
A Anvisa descreve esta planta medicinal no Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira. Os dados abaixo são um resumo legível do documento oficial e não substituem sua leitura ou a avaliação de um profissional habilitado.
- Família botânica
- Rhamnaceae.(1,2)
- Nome popular
- Cáscara-sagrada.(1,3)
- Parte utilizada
- Cascas secas. A casca fresca contém antronas livres e deve ser seca por pelo menos 1 ano ou envelhecida artificialmente por calor ou aeração antes da utilização terapêutica. (2,3,4)
- Formas farmacêuticas
- Cápsulas e comprimidos contendo a droga vegetal, na forma de pó, ou extratos secos. Tintura, extrato fluido, outras preparações líquidas e sólidas, devem ser guardadas em recipientes resistentes a luz e hermeticamente fechados. (2,16,17)
- Via e posologia descritas
- Oral. Droga vegetal: de 0,3 a 1,0 g em dose única diária. Extrato seco: de 57 a 108 mg em dose única diária. T odas as preparações padronizadas para conter 20-30 mg de derivados hidroxiantracênicos calculados como cascarosídeo A. Administrar preferencialmente ao deitar, ou em duas doses divididas, uma de manhã e uma à noite, ao deitar. (7,8,22)
- Tempo de utilização
- Não deve ultrapassar mais de 2 semanas, devido ao risco de desequilíbrio eletrolítico.(10)
- Prescrição
- Fitoterápico, isento de prescrição médica.
- Classes químicas principais
- Os constituintes são glicosídeos hidroxiantracênicos (6-9%). Desses 80 a 90% de cascarosídeos A-D. Glicosídeos antracênicos e antraquinonas. (5,18,8,10) INFORMAÇÕES SOBRE SEGURANÇA E EFICÁCIA Ensaios não-clínicos Farmacológicos Foi demonstrado que os efeitos laxantes da cáscarasagrada são devidos principalmente aos glicosídeos antraquinônicos, cascarosídeos A-D. (5,13) Após administração oral da cáscara-sagrada, os glicosídeos hidroxiantracênicos não são absorvidos na parte superior do intestino, mas são hidrolisados no cólon por bactérias intestinais para formar os metabólitos farmacologicamente ativos. Esses metabolitos são parcialmente absorvidos no cólon e atuam como estimulante e irritante no trato gastrointestinal. (12,14,15,17) O mecanismo de ação é duplo. Primeiro, há estimulação da motilidade do cólon, resultando num aumento da propulsão e aceleração do trânsito das fezes através do cólon (que reduz a absorção de fluido a partir da massa fecal). Segundo, existe aumento da permeabilidade paracelular através da mucosa do cólon, provavelmente devido à inibição do transportador sódio/potássio adenosina trifosfatase ou inibição dos canais de cloreto. (14,19) Com o aumento da permeabilidade há aumento do teor de água no cólon. (12,19) O efeito laxante da cáscara-sagrada geralmente não é observado até 6-8 horas após a administração oral. Os glicosídeos antracênicos são predominantemente excretados nas fezes, mas também são excretados na urina, produzindo coloração alaranjada; antronas e antranois são excretados no leite materno. (14) T oxicológicos Em estudos com o glicosídeo antracênico, aloína, houve baixa toxicidade aguda em ratos e camundongos. Sobre a teratogenicidade, aloína em doses de até 200 mg/kg não mostrou evidências de efeitos teratogênicos, embriotóxicos, fetotóxicos em ratas. Em experimentos em que a aloína foi administrada em camundongos na dose de 140 mg/kg/dia por 140 dias, não houve formação de tumor colorretal, descartando uma ação mutagênica. (20) Com dados experimentais, principalmente em testes in vitro verificou-se risco genotóxico de vários antranoides no ensaio de Salmonella/microssoma. Os constituintes químicos antraquinônicos, aloeemodina, emodina e crisofanol foram levemente mutagênicos. A emodina foi altamente mutagênica no teste de mutação V79-HGPRT . Em teste mutagênico in vitro de Salmonella/microssoma, e no teste de reparação de DNA de hepatócitos primários de rato, emodina e frangulina desencadearam aumento da mutação ou indução da reparação do DNA de forma dose-dependente. (21) Ensaios clínicos Farmacológicos A cáscara-sagrada está incluída no grupo farmacoterapêutico dos laxantes estimulantes ou irritatantes (de contato). Os derivados 1,8-dihidroxiantracênicos desencadeiam efeito laxante por dois mecanismos de ação diferentes: I- estimulação da motilidade do intestino grosso que resulta na aceleração do trânsito no cólon; II - influência sobre os processos de secreção concomitante por dois mecanismos: a inibição da absorção de água e eletrólitos (Na +, Cl-) para as células epiteliais do cólon (efeito antiabsortivo) e estimulação da secreção de água e eletrólitos para o lúmen do cólon (efeito secretagogo), resultando no aumento da concentração de fluido e eletrólitos no lúmen do cólon. A defecação ocorrerá depois de 6-12 horas da administração da cáscara-sagrada, devido ao tempo necessário para o transporte para o cólon e metabolização das substâncias ativas. (18) T oxicológicos O uso de laxantes como fator de risco para câncer colorretal (CRC) foi investigado em ensaios clínicos. Alguns estudos revelaram risco para CRC associado com o uso de laxantes contendo antraquinonas. (18) Rhamnus purshiana dc . REFERÊNCIAS (1) TROPICOS. Disponível em:http://www.tropicos.org/Name/27500188. Acessado em:12 jul. 2014. (2) BEDEVIAN, A.K. Illustrated polyglottic dictionary of plant names in Latin, Arabic, Armenian, English, French, German, Italian and T urkish languages. Cairo: Argus & Papazian Press, 1936. (3) BRUNETON, J. Pharmacognosy, phytochemistry, medicinal plants. Paris: Lavoisier, 1995. (4) Rhamnus purshiana. British Herbal Pharmacopoeia. London: British Herbal Medicine Association, 1996. (5) Rhamnus purshiana. The United States pharmacopeia 24: national formulary 19. Rockville, MD, THE UNITED States Pharmacopeia Convention, 1996. (6) Farnsworth NR, ed. NAPRALERT database. Chicago, University of Illinois at Chicago, IL, July 8, 1998. Disponivel em: http://www.napralert. org/. Acesso em:12 jul.2014. (7) ALBRECHT , M. Die Therapie toxischer Leberschäden mit Legalon®. Zeitschrift für Klinische Medizin, v. 47, p. 87–92, 1992. (8) FEHER, J; LANG, I; Wirkmechanismen der sogenannten Leberschutzmittel. Bayer Internist, v. 4, p. 3–7, 1988. (9) FINTELMANN, V .; ALBERT , A. Nachweis der therapeutischen Wirksamkeit von Legalon® bei toxischen Lebererkrankungen im Doppelblindversuch. Therapiewoche, v. 30, p. 5589–5594, 1980. (10) GRÜNGREIFF , K. Nutzen der medikamentösen Lebertherapie in der hausärztlichen Praxis. Die Medizinische Welt, v. 46, p. 222–227, 1995. (11) Rhamnus purshiana. Pharmacopée française. Paris: Adrapharm, 1996. (12) BLUMENTHAL, M. Rhamnus purshiana. The complete German Commission E monographs. Austin, TX, American Botanical Council, 1998. (13) GYÖRGY, I.; AZVEDO, M.S.; MANSO, C. Reactions of inorganic free radicals with liverprotecting drugs. Radiation Physical Chemistry, v. 36, p.165–167, 1990. (14) LÁNG, I. Hepatoprotective and immunomodulatory effects of antioxidant therapy. Acta Medica Hungarica, v. 45, p. 287–295, 1988. (15) DE WITTE, P . Metabolism and pharmacokinetics of the anthranoids. Pharmacology, 47, 8697, 1993. (16) BLASCHEK, W . eds. Hägers Handbuch der pharmazeutischen Praxis. Folgeband 2:Drogen A–K. 5th ed. Berlin: Springer-Verlag, 1998. (17) EMA. European Medicines Agency. Community Herbal Monograph on Rhamnus purshiana. Disponível em: <http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Herbal_Community_herbal_monograph/2009/12/ WC500018424.pdf>.Acesso em: 27 jan. 2015. (18) WHO Monographs on Selected Medicinal Plants, Volume 2. World Health Organization. 2002. p. 262. (19) DE WITTE, P . Metabolism and pharmacokinetics of the anthranoids. Pharmacology, v. 47 supl. 1, p. 86-97, 1993. (20) TUROLLA, M. S. R; NASCIMENTO, E. S. Informações toxicológicas de alguns fitoterápicos utilizados no Brasil. Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences, v. 42, n. 2, 2006. (21) LOBO, C. R. Cáscara Sagrada (Rhamnus purshiana): Uma Revisão de Literatura. Rev de Divulg Científica Sena Aires, v. 07, n. 12, 2012. (22) WICHTL, M. (Ed.), Herbal Drugs and Phytopharmaceuticals, Third Edition, Medpharm Scientific Publishers, Stuttgart, Germany, 2004. Rhamnus purshiana dc .
Cuidados descritos no documento oficial
Contraindicações
Não deve ser administrado a pacientes com obstrução intestinal e estenose, atonia, doenças inflamatórias do cólon (colite ulcerosa, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn), apendicite, desidratação grave e depleção de eletrólitos ou constipação intestinal crônica. (7,9) Tal como acontece com outros laxantes estimulantes, a cáscara sagrada é contraindicada em pacientes com dores, cólicas, hemorroidas, nefrite ou quaisquer sintomas de distúrbios abdominais não diagnosticados, como dor, náuseas ou vômitos. (10) Contraindicado para menores de 10 anos, grávidas, (11,12) lactantes,(12) nos casos de insuficiência hepática, renal e cardíaca e pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a qualquer um dos componentes do fitoterápico. (7)
Precauções de uso
A cáscara-sagrada e outros laxantes contendo glicosídeos antraquinônicos não devem ser utilizados de forma contínua por mais de 1-2 semanas, devido ao risco de desequilíbrio eletrolítico. (10)
Efeitos adversos
Doses únicas de cáscara-sagrada podem resultar em cãimbras, e desconforto do trato gastrointestinal, o que pode necessitar de redução da dosagem.(8) A sobredosagem pode conduzir à espasmos abdominais, cólicas e dor, bem como a formação de fezes aquosas. Abuso de laxantes a longo prazo pode levar a desequilíbrio eletrolítico (hipocalemia e hipocalcemia), acidose metabólica, má absorção de nutrientes, perda de peso, albuminúria e hematúria. (13,14)
Interações medicamentosas
O trânsito intestinal acelerado pode resultar na absorção reduzida de fármacos administrados oralmente. (15) O desequilíbrio eletrolítico causado pelo uso de cáscara-sagrada, tais como hipocalemia (redução do potássio sérico), pode potenciar os efeitos dos glicosídeos cardiotônicos (por exemplo, digoxina, digitálicos ou estrofantina). A hipocalemia resultante do abuso de laxantes a longo prazo também pode potencializar os efeitos de fármacos antiarrítmicos (por exemplo, quinidina), provocando mudanças do ritmo cardíaco por afetar os canais de potássio. A hipocalemia causada por fármacos como diuréticos tiazídicos, aadrenocorticosteroides ou raiz de alcaçuz pode ser acentuada, e o desequilíbrio eletrolítico poderá ser agravado. (8)
Superdosagem
Os principais sintomas de sobredosagem de laxantes antraquinônicos são cólicas intestinais e diarreia severa com consequente perda de fluidos e eletrólitos. O tratamento da superdosagem deve ser baseado na reposição de eletrólitos. Os níveis de Rhamnus purshiana dc . eletrólitos devem ser monitorados, particularmente o de potássio, principalmente em idosos e jovens.(10) A ingestão crônica e em altas doses de produtos contendo antranóides poderá desencadear um quadro de hepatite tóxica. (17)
Fonte específica: Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, p. 88.
O que as fontes oficiais registram sobre Rhamnus purshiana?
Esta seção reúne fatos encontrados nas fontes ingeridas. Quando há bula, o conteúdo é apresentado com o nome do medicamento e o número de registro para não confundir a informação do produto com uma afirmação sobre o insumo isolado.
- Nome DCB: Rhamnus purshiana
- Código DCB: 10501
- Classificação DCB: HOM
- CAS: [Ref. 8]
O que esta página confirma — e o que não confirma
- Confirma o nome publicado na DCB e os identificadores que aparecem nas fontes listadas.
- Ajuda a localizar documentos e a diferenciar substâncias com nomes semelhantes.
- Quando há bula, mostra a finalidade, os cuidados e o uso descritos para o medicamento e a apresentação encontrados.
- Não transforma esses dados de produto em indicação, dose ou segurança individual do insumo.
O que as fontes públicas registram
- Nome na DCBRhamnus purshiana
- Referência DCBCódigo 10501
- Identificador CAS[Ref. 8]
Esses dados ajudam na identificação e na conferência de documentos. Eles não substituem uma bula, uma prescrição ou uma avaliação profissional.
Perguntas frequentes sobre Rhamnus purshiana
O que é Rhamnus purshiana?
Rhamnus purshiana é o nome publicado na Denominação Comum Brasileira (DCB), código 10501, com classificação DCB HOM. O CAS associado é [Ref. 8].
Qual é a classificação de Rhamnus purshiana na DCB?
A DCB classifica Rhamnus purshiana como HOM. A classificação é uma informação da fonte e não substitui a avaliação da formulação ou do medicamento.
A fonte oficial informa para que serve Rhamnus purshiana?
A monografia oficial do Memento Fitoterápico descreve informações para a planta e as formas previstas no documento. O escopo não deve ser generalizado para qualquer produto que contenha Rhamnus purshiana.
Rhamnus purshiana aparece em um medicamento registrado na base ingerida?
Não foi encontrada uma relação determinística com a base de medicamentos registrados ingerida para Rhamnus purshiana. Isso não prova que não exista produto; apenas delimita o resultado desta fotografia da fonte.
Quais dados ajudam a conferir a identidade de Rhamnus purshiana?
Confira o nome Rhamnus purshiana, o código DCB 10501 e o CAS [Ref. 8]. A conferência evita confundir nomes parecidos, sais ou apresentações diferentes.
Quais cuidados a monografia informa para Rhamnus purshiana?
A monografia informa contraindicações e precauções específicas: Não deve ser administrado a pacientes com obstrução intestinal e estenose, atonia, doenças inflamatórias do cólon (colite ulcerosa, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn), apendicite, desidratação grave e depleção de eletrólitos ou constipação intestinal crônica. (7,9) Tal como acontece com outros laxantes estimulantes, a cáscara sagrada é contraindicada em pacientes com dores, cólicas, hemorroidas, nefrite ou quaisquer sintomas de distúrbios abdominais não diagnosticados, como dor, náuseas ou vômitos. (10) Contraindicado para menores de 10 anos, grávidas, (11,12) lactantes,(12) nos casos de insuficiência hepática, renal e cardíaca e pacientes com histórico de hipersensibilidade e alergia a qualquer um dos componentes do fitoterápico. (7). Também registra interações medicamentosas: O trânsito intestinal acelerado pode resultar na absorção reduzida de fármacos administrados oralmente. (15) O desequilíbrio eletrolítico causado pelo uso de cáscara-sagrada, tais como hipocalemia (redução do potássio sérico), pode potenciar os efeitos dos glicosídeos cardiotônicos (por exemplo, digoxina, digitálicos ou estrofantina). A hipocalemia resultante do abuso de laxantes a longo prazo também pode potencializar os efeitos de fármacos antiarrítmicos (por exemplo, quinidina), provocando mudanças do ritmo cardíaco por afetar os canais de potássio. A hipocalemia causada por fármacos como diuréticos tiazídicos, aadrenocorticosteroides ou raiz de alcaçuz pode ser acentuada, e o desequilíbrio eletrolítico poderá ser agravado. (8)
Como a monografia descreve o uso de Rhamnus purshiana?
O documento descreve formas farmacêuticas como Cápsulas e comprimidos contendo a droga vegetal, na forma de pó, ou extratos secos. Tintura, extrato fluido, outras preparações líquidas e sólidas, devem ser guardadas em recipientes resistentes a luz e hermeticamente fechados. (2,16,17) e orienta: Oral. Droga vegetal: de 0,3 a 1,0 g em dose única diária. Extrato seco: de 57 a 108 mg em dose única diária. T odas as preparações padronizadas para conter 20-30 mg de derivados hidroxiantracênicos calculados como cascarosídeo A. Administrar preferencialmente ao deitar, ou em duas doses divididas, uma de manhã e uma à noite, ao deitar. (7,8,22). Prescrição: Fitoterápico, isento de prescrição médica.
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