Nesta página
O que a monografia descreve sobre Curcuma longa L.?
A monografia estabelece características de identidade, preparo ou qualidade no contexto descrito. Não comprova eficácia clínica nem conformidade de um lote específico.
Curcuma longa L. é a espécie vegetal cujos rizomas secos constituem a droga vegetal descrita na Farmacopeia Brasileira como cúrcuma. Nesse contexto, o insumo é o material vegetal seco, não uma substância isolada. A monografia descreve seu odor como levemente aromático, semelhante ao do gengibre.
A definição se refere ao rizoma seco; a monografia de qualidade não demonstra eficácia clínica.
Quais usos da preparação fitoterápica estão documentados?
A informação se aplica à espécie, parte vegetal e preparação descritas na monografia. A referência não estabelece equivalência entre todas as preparações da planta.
O Formulário de Fitoterápicos descreve usos digestivos e anti-inflamatórios para preparações específicas de Curcuma longa L., destinados a adultos. A infusão da Fórmula 1 é descrita como colerética, antiflatulenta e auxiliar no alívio da sensação de plenitude. A tintura da Fórmula 2 e os derivados em cápsulas das Fórmulas 4 e 6 são descritos para auxiliar no alívio de plenitude, gases e digestão lenta, com funções colagoga e colerética.
O uso anti-inflamatório consta para a tintura da Fórmula 2, o rizoma pulverizado em cápsulas da Fórmula 3 e o derivado da Fórmula 5.
Os usos pertencem às fórmulas descritas no Formulário e não devem ser estendidos a qualquer produto de cúrcuma ou à curcumina isolada.
O trecho sobre uso anti-inflamatório não especifica uma doença ou condição clínica.
Quais preparações da planta estão documentadas?
A informação se aplica à espécie, parte vegetal e preparação descritas na monografia. A referência não estabelece equivalência entre todas as preparações da planta.
O Formulário diferencia infusão, tintura, cápsulas de rizoma pulverizado e cápsulas de derivados obtidos por extração. A Fórmula 1 utiliza rizoma seco cortado ou pulverizado para infusão; a Fórmula 2 é uma tintura; e a Fórmula 3 contém rizoma seco pulverizado em cápsulas. Nas Fórmulas 4 e 6, os derivados são obtidos com álcool etílico a 96% e 50%, respectivamente, empregado na extração.
A Fórmula 5 utiliza um derivado obtido pela remoção da oleorresina do extrato etílico bruto semissólido, padronizado para conter de 75% a 85% de curcuminoides.
Referências: [4]
As concentrações de álcool citadas para as Fórmulas 4 e 6 se referem à extração, não ao teor alcoólico das cápsulas.
As evidências não estabelecem equivalência ou intercambialidade entre essas preparações.
Quais cuidados da preparação fitoterápica estão documentados?
A informação se aplica à espécie, parte vegetal e preparação descritas na monografia. A referência não estabelece equivalência entre todas as preparações da planta.
As preparações de Curcuma longa L. do Formulário são contraindicadas na gestação, amamentação, abaixo de 18 anos e em pessoas alérgicas aos componentes. Também são contraindicadas em cálculos ou obstrução biliar, inflamação dos ductos biliares, doenças hepáticas e úlcera gastroduodenal.
Quem tem histórico de problemas hepáticos deve evitar fitoterápicos com cúrcuma. A tintura, pelo álcool, também é contraindicada para pessoas com alcoolismo ou diabetes. A fonte adverte contra altas doses junto a anticoagulantes ou antiplaquetários, aponta possível interação com antioxidantes e possível aumento da toxicidade do paracetamol.
Amarelamento da pele ou dos olhos, urina escura ou outros sinais de dano hepático exigem suspensão imediata e atendimento. Podem ocorrer desconfortos digestivos e dermatite alérgica; eventos adversos exigem suspensão e consulta médica.
Referências: [5]
As advertências se referem às preparações fitoterápicas da monografia; não foram generalizadas para todo uso alimentar ou tópico.
A restrição adicional relacionada ao álcool é específica da tintura.
Para profissionais
Informações técnicas de Curcuma longa L.
Identidade e controle de qualidade
A monografia estabelece características de identidade, preparo ou qualidade no contexto descrito. Não comprova eficácia clínica nem conformidade de um lote específico.
A Farmacopeia documenta critérios distintos para o rizoma seco e a tintura de Curcuma longa L. Para o rizoma, exige pelo menos 2,5% de óleo volátil, expresso em volume por massa, e 2,5% de derivados do dicinamoilmetano expressos em curcumina, em massa por massa. A tintura é preparada a 10% (p/v), por maceração ou percolação, com álcool etílico a 70% (v/v) como líquido extrator.
Para a tintura final, são especificados álcool etílico entre 63% e 66% (v/v), resíduo seco mínimo de 1,2% (p/p) e identificação por cromatografia em camada delgada. Seu armazenamento deve ser em recipiente hermeticamente fechado, protegido da luz e do calor.
Esses parâmetros documentam preparação, identificação e controle de qualidade, não eficácia clínica.
O teor alcoólico do líquido extrator e a especificação de álcool na tintura final correspondem a etapas diferentes.
| Informação | O que está disponível nesta página |
|---|---|
| Nome e identificação | Nome nesta página: Curcuma longa L. Código DCB: 10823. Conferir esses dados ao comparar documentos, sais, hidratos ou outras variantes. |
| Monografia de qualidade | Há resposta baseada em monografia de identidade ou qualidade. Conferir a edição, a preparação e as especificações citadas; a monografia não atesta a conformidade de um lote adquirido. |
| Preparação fitoterápica | Há resposta baseada em monografia de preparação fitoterápica. Conferir nome botânico, parte utilizada, tipo de extrato e preparação no documento citado. |
Como conferir identidade, preparação e especificações nas fontes
Consultar identificadores e dados de referência
- Denominação
- Curcuma longa L.
- Código DCB
- 10823
- Classificação na DCB
- PM
Número CAS não confirmado nas fontes consultadas.
Identificadores químicos não estabelecem equivalência entre sais, misturas ou preparações.
